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sábado, 15 de outubro de 2011

Conclusões do 23º Congresso da AHP



Terminou no dia 12 de Outubro 2011, na Figueira da Foz o 23º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo subordinado ao tema “Evolução ou revolução?”. Das várias sessões de trabalho deste congresso que reuniu cerca de três centenas de participantes, foram extraídas oito conclusões que apontam para o início de uma nova era no sector hoteleiro.

A primeira conclusão reflecte bem essa ideia, nela se afirmando que “acabou um ciclo e um outro se abre”, um sentimento transversal a “grupos médios, empresas familiares, stand alones”.

Nesta evolução que se faz sentir, diz a segunda conclusão, o que importa é a diferenciação, o conhecimento do cliente, do mercado, das tendências, da concorrência, das novas tecnologias da informação. Já a terceira conclusão versa sobre a profissionalização na gestão, nela se sublinhando que “as empresas familiares têm que ser antes e mais empresas”.

O cliente é a pedra de toque da terceira conclusão, “é o centro das atenções”, seja da estratégia como da comunicação, do serviço, da personalização e da experiência. Ou seja, “tornou-se fundamental o acompanhamento do cliente antes, durante e depois da estada”.

Ao nível da distribuição, a AHP considera que está em curso uma “revolução” reflectida na “necessidade de estar em vários canais”: tour operators, sites próprios dos hotéis com plataformas de reservas directas. E neste âmbito a associação diz ter um projecto de criação de uma “plataforma comum” para os seus associados, que “aguarda decisão do Turismo de Portugal”

Outra “revolução” é focada no ponto seis das conclusões, a da promoção, com a AHP a sublinhar a necessidade de “vender mais e em mais mercados de forma mais agressiva e directa”, bem como de “desenvolver melhor a marca Portugal e aproveitar outras marcas” como é o caso de Fátima. Ainda ao nível da promoção “o Estado deve consolidar o seu papel de facilitador, agregador, envolvendo todos os agentes do sector” de forma a aumentar a notoriedade e o conhecimento do que o país tem para oferecer”.

A sétima conclusão versa o financiamento, com a AHP a deixar vários alertas. Por um lado, a “desalavancagem da banca e ausência de soluções para investimento não pode levar à degradação do serviço e do preço”, por outro, “têm que ser encontradas soluções para o apoio financeiro às empresas turísticas”.


Por último, os impactos fiscais. Neste âmbito a AHP alerta para o facto de o turismo ser extremamente sensível ao preço, pelo que “alterações fiscais que tenham impato no sector irão agravar ainda mais as condições em que estamos a operar no mercado internacional”.Turismo de Portugal
Fonte: turisver.com